O Parto Psicoprofilático
Um nome complicado para uma técnica simples, que usa apenas a palavra como método de anestesia. A psicoprofilaxia, que nasceu na Rússia e ajudou a ser difundida por todo mundo com o trabalho do médico francês Dr. Lamaze, consiste em lições que são repassadas para a mulher grávida durante a gestação e que a ajudarão a ter um parto sem dor e sem anestesia - um parto natural. A analgesia aqui é a palavra.
Neste método, tenta-se equilibrar o cérebro (córtex) da mulher, criando durante a gravidez cadeias complexas de reflexos condicionados, que serão utilizados no parto. A mulher grávida aprende dar à luz da mesma maneira que as crianças aprendem a ler ou a nadar. Ao completar essa educação, ela entende o mecanismo simples do nascimento, e pode adaptar-se da melhor maneira quando o grande dia chegar.
Com as aulas, as mulheres perdem a atitude passiva que a maioria adota em relação ao nascimento, pois sabem o que vai acontecer e aprendem a se controlar, dirigir e regular seus corpos.
O principal princípio do método psicoprofilático é participação ativa e completa da mulher que está passando por um dos atos mais importantes da sua vida.
Não é um truque! É um processo que existe há muitos anos (veja na seção da história todos os detalhes) e com base científica comprovada. Porém, existem regras e muita disciplina a serem seguidas tanto pela mulher, monitora e médico para se ter sucesso. É preciso um esforço coletivo, mas tais esforços enriquecem todos os participantes. O resultado é, em todos os casos normais, dar à luz nas melhores condições tanto para a mãe como para o bebê.
Para que a grávida tenha um parto sem dor neste método é necessário uma educação bem dirigida e racional para tirar as emoções negativas, demonstrando que o parto é um ato natural; criar emoções positivas, mostrando o valor e o enriquecimento que a maternidade traz para a mulher; e educar a mente e o corpo da mulher para que ela acompanhe, controle e dirija o trabalho de parto.
O curso do parto sem dor consta de 9 lições. O professor usa uma linguagem simples e viva. A primeira é dada no quarto mês de gravidez, aproximadamente. Expõe as vantagens do conhecimento e previne quanto aos perigos da ignorância. A mulher é instruída sobre o seu corpo, seus órgãos reprodutores, a formação, desenvolvimento e a vida do feto na cavidade uterina.
As 8 aulas restantes são dadas nos últimos meses de gravidez. Seis delas relacionam-se ao treino neuromuscular com exercícios, e a sétima à ação uterina durante o trabalho de parto. Finalmente, a oitava aula é um esboço dos mecanismos cerebrais. Segue-se um filme, recapitulando tudo com ilustrações e mostrando o que as mulheres são capazes de fazer se puserem em prática o que aprenderam.
Agora, você pode estar se perguntando - toda mulher que foi bem preparada poderá dar à luz sem dor? A nossa resposta é não. Todas as mulheres aprendem que o parto é um fenômeno fisiológico normal e, mesmo aquelas impossibilitadas de esperar completo sucesso, como por exemplo, as de pélvis anormal, podem beneficiar-se com o curso, que atua como uma pré-medicação antes do ato operatório e traz um senso adicional de segurança durante a gravidez.
Dividimos as mulheres em três grupos: